domingo, 25 de abril de 2010

Sem destino

Apesar da minha nula experiência neste tema, a vontade que tenho de fazer uma super viagem pelo mundo, apenas com uma mochila nas costas e algumas amigas, é enorme. Semana passada saí com alguns colegas e começamos a conversar e planejar uma grande viagem, fiquei tão entusiasmada com o assunto que resolvi postar sobre ele.
Um mochilão é algo totalmente diferente daquela viagem convencional com os nossos pais ou com excursões nas quais temos um roteiro perfeitamente traçado por outras pessoas para seguirmos. Em um mochilão somos nós mesmos que temos que decidir o que iremos fazer.
Por isso parei pra pesquisar na internet dicas para se fazer um mochilão e acabei me deparando com um grande problema: PARA ONDE IR? Na minha opinião, esta é a parte mais complicada. Sempre pensei em fazer um mochilão pela Europa Ocidental: conhecer a Holanda, Suíça, Bélgica etc. No entanto, li alguns blogs e percebi que pessoas que foram para Europa Oriental se apaixonaram. Também tem a Ásia com o Taj Mahal, o Himalaia e a Grande Muralha, a Oceania com suas ilhas maravilhosas e a América do Sul, que foi o lugar pelo qual mais me encantei. Fiquei imaginando que demais deve ser uma viagem que nem a do Che – já viram "Diários de Motocicleta"? - para conhecer toda a America do Sul de carro. Tá, isso é algo bem diferente dos planos que eu tinha e algo muito mais aventureiro do que eu pretendia.
O mundo é enorme e existem vários destinos incríveis que podemos escolher, e cabe a cada um escolher o que mais se encaixa com a sua personalidade e vontade.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Ajudando na chuva

Encontrar um assunto sobre o qual escrever no blog se mostrou uma tarefa mais difícil do que pensávamos, como disse a Jessica. Não por falta de temas, mas por excesso (bom, nunca escondemos a razão para o nome do blog...). Um assunto, no entanto, despertou a nossa atenção e do mundo inteiro nesta semana: as chuvas no Rio. Nesta semana que, felizmente, está acabando. Digo "felizmente", porque costumamos ter a impressão de que novos dias podem trazer acontecimentos melhores, substituir momentos antigos que nos fizeram sofrer. O que não podemos é esquecer a tristeza nos dias de esperança. Pelo contrário, temos que construir as transformações que queremos com base naquilo que não quisemos, ou seja, não podemos esquecer a tragédia em momento algum para, assim, ajudarmos àqueles que dela foram vítimas.
Pensei em escrever aqui sobre como considero um equívoco buscar culpados para a catástrofe que se instalou, mas, depois, percebi que a crítica poderia ser interpretada como uma defesa ou acusação puramente política, o que, de forma alguma, seria. Assim, prefiro escrever sobre a importância de que nos solidarizemos com as vítimas e não esqueçamos o caos que se instalou no estado do Rio de Janeiro nesta segunda semana de abril de 2010, pois grande parte das dimensões tomadas por essa tragédia foi resultado do esquecimento de tragédias anteriores. Esquecimento ou meramente abandono por parte de autoridades que, por anos e anos, deixaram o Rio por si só. Mudar o rumo em que a cidade e o estado foram colocados por aquelas não é fácil ou rápido, mas jamais impossível. Nos últimos anos, o Rio voltou a ter sua importância gradualmente reconhecida, embora estejamos vivendo esta tragédia, reflexo de um descaso ainda mais passado. Nosso papel como sociedade deve ser ajudar àqueles que precisam e manter a cobrança da atenção merecida dos atuais governantes, para que o Rio não seja mais abandonado, como o foi por tantos anos.
Esta foto foi tirada a 1:40 da manhã, mostrando o caos que se instalou em uma das principais ruas da Tijuca devido às chuvas. Motoristas abandoram seus carros, que foram invadidos pela água devido à permanência da chuva pesada. Se a situação se tornou grave em meio a uma aparente infra-estrutura, o que dizer dos locais em que as atenções são reduzidas?

É possível que o terceiro texto desta série sobre as chuvas, não seja a respeito das chuvas (oi?), pois os assuntos têm surgido e nossa vontade de escrevê-los tem ultrapassado nosso tempo de postagens. Assim, paro por aqui com o pedido de que todos se esforcem para ajudar às vítimas das tragédias, doando o que puderem nos postos de arrecadação mais próximos de suas casas. Na cidade do Rio de Janeiro, é possível doar em todos os batalhões da Guarda Municipal, além de outro pontos como escolas municipais, estaduais, particulares e universidades (CONFIRA AQUI ONDE E O QUÊ DOAR).
É uma tentativa para que possamos ou economizar em arcas de "2012" (nunca se sabe...) ou (e esta sim é a meta!) poder salvar muito mais do que qualquer número de barcas poderia. Vamos ajudar!

[Muito obrigada pelos comentários! Além de nos deixarem muito felizes, são um grande ânimo para que continuemos escrevendo. Continuem nos acompanhando, para descobrir a verdade do que pensamos (a verdade de quem somos em cada texto é possível descobrir logo abaixo das postagens, em "postado por" ;D)!]

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Nadando na chuva

Primeiramente eu queria dizer que estou muito contente de ter um blog. Nunca tive oportunidade de ter e agora que tenho estou achando super legal, todos deveriam fazer.
Enfim, como vocês puderam perceber pelo primeiro post, nós temos ideias a todo instante, por isso foi tão difícil decidir qual seria o primeiro tema que iríamos abordar aqui de três pontos de vista diferentes. Então, ontem depois da catástrofe que aconteceu no Rio, chegamos a um consenso e decidimos falar sobre esse assunto que está sendo repercutido pelo mundo todo. Meu objetivo não é falar o óbvio, mas sim amenizar um pouco os motivos de tanta tristeza.
De uma hora pra outra a nossa cidade que é conhecida por maravilhosa, famosa pelas praias, pelo sol, pelo calor, pelos biquinis e pelas bundas de fora, ontem conheceu um lado bem mais sombrio, que muitos de nós não conhecíamos. Chuva, muita chuva, e não foi uma chuva de verão qualquer, foi um dilúvio totalmente imprevisto. Transformando o asfalto em uma piscina e fazendo o filme "A Pequena Sereia" parecer bem real, tudo debaixo d'água. A saída foi largar tudo e tentar se salvar. Botes foram muito requisitados, e até apareceram uns retardados surfando, deprimente.
Não teve assunto mais comentado que esse o dia inteiro. Todos não queriam e nem conseguiam sair de casa. Medo foi uma palavra muito utilizada. Jornais, televisão, internet, todos os meios de comunicação só falavam disso. No twitter "chuvas no rio" foi o tópico mais comentado. Pessoas revoltadas, falando mal do governo, pedindo ajuda, enfim, o caos total. Umas até chegaram a falar que era o fim do mundo. Sério, alguém acredita mesmo que o mundo vai acabar em 2012?? Ou com tanta coisa acontecendo acham que os Maias erraram por 2 anos??
O que eu tenho certeza é que ainda quero viver muito e se não tiver jeito a boa mesmo é começar a construir logo aquelas arcas do filme 2012 e salve-se quem puder!!!
PS: Não deixem de acompanhar os próximos posts.